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Com a crise econômica vigente no Brasil, crescem as necessidades das organizações sem fins lucrativos e, ao mesmo tempo, cada vez menos fundos chegam até elas. Enquanto o financiamento para as organizações e projetos sociais acusa os primeiros sinais de aperto, em diversas empresas, que são possíveis doadoras corporativas, a preocupação com a área socioambiental começa a ceder espaço para a preocupação com a própria sobrevivência financeira.

As doações para o Terceiro Setor já eram escassas, devido ao aumento do número de organizações e a disputa por contribuidores (que vem como consequência), então, sobreviver a esse pesadelo econômico se tornou um grande desafio. Por isso, as organizações procuram, cada vez mais, novas perspectivas de arrecadação de fundos e formas de reduzir o impacto negativo. E o financiamento coletivo vem se mostrando a melhor alternativa para arrecadar fundos para qualquer tipo de projeto e ainda mostra grandes vantagens para o Terceiro Setor.

Financiamento coletivo – também chamado de crowdfunding – é um formato de arrecadação de fundos através de diversas fontes, sendo elas pessoas físicas (principalmente) ou jurídicas. É quando várias pessoas se identificam com o seu projeto e resolvem contribuir financeiramente para que ele possa ser viabilizado. Baseado na economia colaborativa, tem como fundamento a premissa de que juntos todos podem conquistar seus objetivos, algo já bem alinhado com as práticas do Terceiro Setor.

Hoje, existem milhares sites de financiamento coletivo no mundo e o processo de arrecadação, realizado online, consiste em promover o engajamento entre criadores de campanhas (que buscam recursos financeiros) e pessoas dispostas a colaborar com projetos e causas em que acreditam.

Recordes de Arrecadação do Terceiro Setor

O recorde latino-americano de arrecadação de fundos agora pertence à campanha “Santuário Animal”, que arrecadou mais de R$ 1 milhão em prol dos animais que habitam o Rancho dos Gnomos, através da Kickante, plataforma líder nesse tipo de arrecadação no Brasil. A ASERG Associação Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos lutou pela arrecadação de fundos para comprar um novo terreno para abrigar os animais resgatados e com R$10 reais o contribuidor ajudava a comprar 1m².

Recorde Santuário Animal

 

A campanha, que teve tíquete médio de R$65, atingiu milhões de pessoas ao redor do Brasil e do mundo. Com muito apelo emocional e uma forte assessoria de imprensa, o projeto foi exibido em programas de televisão em rede nacional, como o CQC, apoiado por instituições como ONG Ampara Animal, Instituto Luisa Mell e Grupo Porta do Fundos, além de inúmeras celebridades como Neymar, Glória Pires e até mesmo a cantora britânica Joss Stone.

Analisando os resultados, percebemos o crescimento exponencial anual do financiamento coletivo para Terceiro Setor. A campanha #Torcida MSF, realizada pelo Médicos sem Fronteiras, que arrecadou R$140 mil era um recorde filantrópico até o ano passado – 14% do recorde atual.

A tendência é que cada vez mais ONGs utilizem o crowdfunding para viabilizar projetos sociais – já que não exige o período de maturação de 2 anos que o Governo impõe -, e também que as plataformas inovem para se adaptar cada vez mais às necessidades do Terceiro Setor.

Vantagens do Financiamento para a Arrecadação de Fundos

As plataformas já oferecem alguns diferenciais para o Terceiro Setor que ajudam a potencializar a arrecadação de fundos. Geralmente, quando se capta fundos para uma causa nos métodos tradicionais, é preciso contratar uma equipe para gerenciar a campanha. Já no crowdfunding, a plataforma realiza todos os papéis: recebe e registra as contribuições por você; contabiliza a quantidade já arrecadada e estima quanto ainda falta para alcançar o objetivo financeiro; algumas oferecem dicas e estratégias de divulgação; e, por fim, o site também registra os dados dos apoiadores da causa para o seu controle e para, eventualmente, ao final das arrecadações, retribuir quem doou com recompensas simbólicas.

Além disso, o grande aumento de campanhas de financiamento coletivo de ONGs em 2014 foi devido ao surgimento da opção de Campanha Flexível trazida pela plataforma da Kickante. Antes, no Brasil, só havia a opção tradicional de Campanha Tudo ou Nada – a ONG só recebe o valor arrecadado se bater ou ultrapassar a meta – e, com a opção de Campanha Flexível, a ONG leva o que arrecadar, independente de atingir a meta.

Uma outra vantagem do financiamento coletivo para projetos sociais é que as ONGs podem receber doações das mais diversas cidades do Brasil e do Mundo – algumas plataformas já aceitam doação do exterior. Doadores que não saberiam da Instituição ou do projeto social se não fosse o financiamento coletivo. Isto contrasta com a teoria de que doadores e Instituições precisam estar perto ou que as Instituições só devem arrecadar doações pela comunidade ou de pessoas próximas. Aliás, esta dispersão geográfica talvez seja uma das características mais marcantes do financiamento coletivo. Quando o contribuidor se identifica com o projeto social realizado pela ONG, ele contribui, ajudando a transformar a vida de diversas pessoas.

O Terceiro Setor é um mercado que, mesmo com a crise, continua em pleno crescimento no Brasil, por isso, as novidades não param de aparecer. Uma delas é o Clube de Contribuição Mensal, onde as ONGs podem arrecadar doações continuamente para seus projetos sociais. Esta é uma opção que pode ser realizada após uma campanha de financiamento coletivo normal, pois já houve uma divulgação prévia da ONG, do projeto social e de suas necessidades e seus contribuidores se tornam recorrentes.

Outra novidade lançada recentemente é o Kick Solidário. Neste caso, o contribuidor se torna um voluntário digital e pode criar uma campanha de crowdfunding para arrecadar fundos para uma ONG que goste. A plataforma já possui o cadastro prévio de dezenas de organizações e todas as doações vão diretamente para a Instituição escolhida.

Para os próximos anos, a projeção é que ainda mais organizações e projetos sociais como um todo passem por um processo de experimentação com o financiamento coletivo, montando seus planos anuais de arrecadação já contando com a criação de uma campanha de crowdfunding.

Criar campanha de captação!

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